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Palavras Inertes

As palavras são inertes; não valem rigorosamente nada….
São apenas tinta num fundo branco, parados no tempo sem fazerem sentido.
São simples aglomerados de letras separados por pequenos espaços vazios.
As palavras são inertes para quem não as consegue interpreta-las.
São meros rabiscos numa arte mais matemática do que poética.
Mas quando aprendemos a decifrar este código estranho,
Quando tomamos consciência deste outro mundo escrito;
Algo acontece nas nossas mentes:
As palavras deixam de ser apenas desenhos para saltarem do papel para a nossa fantasia.
Identificarmos uma sequência de letras e logo a nossa mente visualiza o objecto como se real ele fosse.
É aí que as palavras tomam vida;
Objectos e formas nascem no nosso cérebro devido á grande imaginação humana:
Ao lermos um texto, imediatamente visualizamos lugares, paisagens e mesmo situações.
Pequenas sequências cinematográficas visuais que existem na nossa cabeça.
É tão fácil identificar coisas do nosso dia-a-dia em poucas palavras.
Mas a coisa torna-se verdadeiramente interessante quando, para além dos conceitos básicos, passamos a expressar opiniões e sentimentos.
Ao exprimirmos uma emoção, estamos a exteriorizar um estado de espírito;
Transformamos um sentimento abstracto numa palavra concreta;
Reduzimos o infinito a uma dimensão real.
Ao adjectivar algo estamos a exprimir uma opinião;
Pois a noção de grande ou pequeno depende do ponto de vista de cada um.
É tão rica em palavras e significados quanto quisermos.
Coisa uma coisa estranha; isto da Linguagem:
Cada palavra contém, dentro de si, uma quantidade enorme de significados diferentes;
Mas cada conceito tem várias palavras que o identificam.
No entanto, muitas vezes, são necessárias muitas palavras para explicar uma coisa só…
E nem sempre chega.
Então recorremos aos adjectivos, advérbios e expressões,
Somente para qualificar um único e bastante simples substantivo comum.
Conjugamos os verbos em todas as suas formas e feitios;
Para explicar definitivamente uma acção inexplicável.
Usamos a poesia, berço da arte,
Pois sem ela não haveria,
Nem amor nem magia.
Criamos pois palavras, e novas formas de expressão,
S3mpr3 p n0s 3nt3nd3r bue d m3lh0r… J
Ah! Parece ilusionismo quando conseguimos exprimir os mais íntimos sentimentos apenas com meras palavras.
Parece um truque; pois tanta emoção não cabe apenas num círculo tão fechado como a escrita.
Parece existir uma disparidade enorme entre a complexidade da nossa mente e a simplicidade das palavras.
Um universo infinito e em constante mutação; frente a um conjunto de palavras finitas e imóveis.
Uma batalha intemporal sem princípio nem fim….
No entanto, conseguimos sempre esse milagre;
De exprimir o irreal no real das palavras;
É esse o Dom da humanidade:
De transformar o impossível num possível acessível.
De qualquer das formas existe uma palavra que, essa sim, é inerte.
Ela é: “COMENTEM!”
As palavras
O que são palavras? Por que raio tínhamos nós de criar estas merdinhas para definir tudo.
Palavras são a opinião da nossa mente para algo.
"Que é isto?"
"Humm!!! (acho que) É um teclado!!!"
Olhamos, vemos algo, pensamos sobre ela e vocalizamos algo que se assemelhe ao nosso pensamento.
"Teclado, o que é isso?"
"Bom!!!"
Aí conjugamos todas as outras palavras já criadas para descrever algo.
Conjumanos a língua, á matemática com um pouco de poesia.
A língua é a assembleia de todas as palavras, com a sua organização e hierarquias.
Misturamos então a matemática;
Somamos atributos, subtraímos defeitos, multiplicamos virtudes e dividimos pelas opiniões das outras pessoas.
Coisinhas pequeninas com tanto poder.
Como é possível uma palavra ter tantos sentidos?
Como é possível existirem tantas palavras para o mesmo conceito?
Como é possível usarmos as mesmas palavras para descrever o bem e o mal,
as virtudes e os defeitos,
o belo e o feio?
As palavras são, exactamente, como as pessoas.
Sim, são seres humanos vivendo suas vidas nos seus planetas A4.
Sim, são pessoas como outras quaisquer; que se descrevem a si próprias entre um espaço e o outro.
Sim, mas são pessoas honestas;
Têm sentimento, mas demonstram-nos preto no branco,
Sentem raiva ou ódio e cravam-na no papel,
Têm medo e encolhem-se em tamanho pequeno, mas quando passa incham para toda a gente ver.
Melhor que toda a gente, falam na 1ª pessoa.
Cada uma delas é um indivíduo só por si, cheio de significado.
Mas ao contrário das pessoas vivem em perfeita harmonia.
Como qualquer pessoa não consegue viver sozinho, precisa da sociedade;
Também as palavras necessitam umas das outras para se fazerem entender e darem sentido às suas vidas.
A sociedade de palavras é um universo tão rico quanto a nossa galáxia.
Aliás, quanto mais rico for o universo mais rica é a nossa língua pois é através dela que o universo se comunica.
As palavras são o bem mais precioso temos pois sem elas éramos ilhas desertas num oceano vazio.
Quero-me então despedir-me.
O que é facto é que neste momento não sei como pois existem tantas formas...
Por isso,
não o vou fazer.
Palavras são a opinião da nossa mente para algo.
"Que é isto?"
"Humm!!! (acho que) É um teclado!!!"
Olhamos, vemos algo, pensamos sobre ela e vocalizamos algo que se assemelhe ao nosso pensamento.
"Teclado, o que é isso?"
"Bom!!!"
Aí conjugamos todas as outras palavras já criadas para descrever algo.
Conjumanos a língua, á matemática com um pouco de poesia.
A língua é a assembleia de todas as palavras, com a sua organização e hierarquias.
Misturamos então a matemática;
Somamos atributos, subtraímos defeitos, multiplicamos virtudes e dividimos pelas opiniões das outras pessoas.
Coisinhas pequeninas com tanto poder.
Como é possível uma palavra ter tantos sentidos?
Como é possível existirem tantas palavras para o mesmo conceito?
Como é possível usarmos as mesmas palavras para descrever o bem e o mal,
as virtudes e os defeitos,
o belo e o feio?
As palavras são, exactamente, como as pessoas.
Sim, são seres humanos vivendo suas vidas nos seus planetas A4.
Sim, são pessoas como outras quaisquer; que se descrevem a si próprias entre um espaço e o outro.
Sim, mas são pessoas honestas;
Têm sentimento, mas demonstram-nos preto no branco,
Sentem raiva ou ódio e cravam-na no papel,
Têm medo e encolhem-se em tamanho pequeno, mas quando passa incham para toda a gente ver.
Melhor que toda a gente, falam na 1ª pessoa.
Cada uma delas é um indivíduo só por si, cheio de significado.
Mas ao contrário das pessoas vivem em perfeita harmonia.
Como qualquer pessoa não consegue viver sozinho, precisa da sociedade;
Também as palavras necessitam umas das outras para se fazerem entender e darem sentido às suas vidas.
A sociedade de palavras é um universo tão rico quanto a nossa galáxia.
Aliás, quanto mais rico for o universo mais rica é a nossa língua pois é através dela que o universo se comunica.
As palavras são o bem mais precioso temos pois sem elas éramos ilhas desertas num oceano vazio.
Quero-me então despedir-me.
O que é facto é que neste momento não sei como pois existem tantas formas...
Por isso,
não o vou fazer.
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