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Sentido obrigatório!




É impossível ficar indiferente:
É obrigatório olhar,
Inevitável contemplar,
Pois esta musa é persistente.

Temos de seguir este caminho:
Virar na altura certa,
Seguir a direcção correcta,
Para o Destino chegar direitinho.

Temos de caminhar com Orgulho;
Aquela esquina dobrar,
Nas curvas difíceis nos equilibrar,
E sempre manter o prumo.

Atentos às regras,
Mas com olhar fixo nela,
Que do alto nos alegra,
E nos fascina esta noite como em todas elas.

O Vazio

Onde está o sol? Desapareceu!
Olho o horizonte perplexo.
Milhares de pontinhos sitiantes piscam-me o olho, distantes.
A lua olha séria para mim, e mente.
E o céu, esse está negro como o bréu.
Onde está a luz que me aquece?
Os raios que me penetram forte até à alma.
Trepassam-me e revelam aquilo que eu sou.
Parece não existir.
Fechou-se em espadas deixando as copas sem ouro.
Fica o espaço sideral vazio e cheio de astros a caminho do seu destino...


Lua


E lá está ela, bem em cima;
Único ponto cintilante,
No negrume do mundo.

Sozinha mal acompanhada;
Pois as nuvens amigas sugam-lhe o brilho,
E o vento possessivo acoita-a arduamente.

Singela e envergonhada;
Esconde-se entre árvores e prédios,
Tentando passar despercebida,
Protegendo-se de maus olhares.

Mas para mim não precisa de se esconder;
Pois a sua forma esbelta,
A sua Luz inspiradora,
E o seu calor humano,
Não se esquece…

Para mim estará sempre lá, singela e despida;
Como a verdade nua e crua,
De um amor lunático e distante.

Algo parece que não está lá,
Mas que nunca paramos de sentir.