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"O Fim do Mundo", o conto.




Aqui está um pequeno grande conto sobre o que seria o Fim-do-Mundo.
É gratuito e completo.
Basta aceder a este link e deliciar-se com esta terna história...

No fim (mas não do Mundo) da leitura podem sempre deixar um comentário/critica no site ou mesmo aqui.
Obrigado!!!







Sentido obrigatório!




É impossível ficar indiferente:
É obrigatório olhar,
Inevitável contemplar,
Pois esta musa é persistente.

Temos de seguir este caminho:
Virar na altura certa,
Seguir a direcção correcta,
Para o Destino chegar direitinho.

Temos de caminhar com Orgulho;
Aquela esquina dobrar,
Nas curvas difíceis nos equilibrar,
E sempre manter o prumo.

Atentos às regras,
Mas com olhar fixo nela,
Que do alto nos alegra,
E nos fascina esta noite como em todas elas.

Vestido de noiva

Este sentido texto é dedicado a uma "pequena" amiga que vai casar.
... O momento da prova do vestido será assim:



As flores e as redas são as minhas preferidas.
A longa saia é perfeita como tudo o resto.
Singelo á vista, frágil ao toque.
No entanto tenho medo de o vestir; 
Pois a responsabilidade é grande,
E a emoção é ainda maior.
São os rostos conhecidos e alegres que me ajudam na pesada tarefa da prova.
Lentamente, como tudo na vida, o vestido vai tomando forma.
Vai-se ajustando à minha silhueta;
Mas principalmente à minha personalidade.
Algo pensado com cabeça e alma sincronizados.
As várias peças, como tudo que nos aconteceu;
Vão se ajustando até seremos um todo;
Até este momento em que tudo faz sentido.
Agora, em frente ao espelho, revejo a vida:
O tempo pára;
O pensamento sorri;
E o coração, esse agradece.
As pérolas do vestido deslisam serenamente pela face;
Sulcando o nosso caminho que leva à felicidade.
Nesse momento, já de véu, um único pensamento floresce:
“Eu sei que ele vai gostar”


Desejo-vos as maiores felicidades!!!
   Pedro Fonseca

A Queda


É com todo o gosto que estendo o braço rendido.
Acto altruísta de quem quer oferecer;
Dar e receber num mutualismo de puro amor.

Aproximo-me sorrindo, e com humildade,
Entrego o meu coração que tenho nas mãos,
A outras que o querem receber.

Do outro lado, as mãos pálidas quase transparentes,
Parecem receber esta oferta dos Deuses;

Então o sorriso cresce,
O rubor aumenta
E o coração, esse bate cheio de vida.

Momento único esta passagem de testemunho.

Mas, sem razões que a razão conheça
Nem as emoções controlem,
O coração nada encontra do outro lado.

E na efémera dúvida… cai…
Precipita-se para o negro vazio,
Abandonado numa queda inevitável.

Embate naquele chão frio que é a realidade,
Parte-se com a dor do sentimento,
Estatela-se nas pedras da lamentação,

E perdido na noite obscura,
Prostrado na frustração
Tenta em vão arrastar-se para casa…


Como Ela foge Dele


O Rato foge do Gato,
Como Ela foge Dele.
O Rato corre pela sua vida;
Com medo de ser comido, de perder algo; ele.
O Gato vai no seu encalço;
Persegue o seu manjar com todas suas forças.

A vida é assim; é a realidade, é natural.

Mas na realidade, a realidade é outra.

O Gato segue o seu compincha pois é seu amigo.
O Rato vai á frente e encaminham-se para mais uma traquinice.
Ambos brincam neste jogo quase perigoso.
Mas quando param riem-se;
Pois sabem que não param,
Amanha há outro episódio.

É que nos intervalos ambos são mesmo amigos.
Pensam um no outro e preocupam-se.

E no fim da série, ficaram juntos...
...Para sempre...

Chuva


A chuva toca baixinho,
E lá fora chove bem alto.

Ela canta suavemente,
E a janela chora lágrimas de chuva.

No vidro, a imagem é baça;
Como uma simples memória:
Difusa, confusa… mas está sempre lá;
Não desaparece.

Escorrem boas lembranças com a tempestade,
Flasham erros com os relâmpagos…

… E uma vida inteira passa á nossa frente,
Tão rápido quanto a lenta música.

Tudo parou por momentos…
Apenas para continuar,
Com o quotidiano de sempre…

Lua


E lá está ela, bem em cima;
Único ponto cintilante,
No negrume do mundo.

Sozinha mal acompanhada;
Pois as nuvens amigas sugam-lhe o brilho,
E o vento possessivo acoita-a arduamente.

Singela e envergonhada;
Esconde-se entre árvores e prédios,
Tentando passar despercebida,
Protegendo-se de maus olhares.

Mas para mim não precisa de se esconder;
Pois a sua forma esbelta,
A sua Luz inspiradora,
E o seu calor humano,
Não se esquece…

Para mim estará sempre lá, singela e despida;
Como a verdade nua e crua,
De um amor lunático e distante.

Algo parece que não está lá,
Mas que nunca paramos de sentir.


O amor dói.


Dizem que o amor dói, não pode ser;
O amor é algo bom, nobre e puro; não dói.

Dizem que a falta de amor dói, faz sofre, não pode ser;
O amor é uma expressão, é um pensamento criado pelas pessoas para exprimir um bem-estar com algo, não dói.

Então o que me dói:
Doem-me as costas, de tanto andar cabisbaixo;
Posição característica de alguém que perdeu o coração e não o encontra.

O amor é um bom sentimento, é o calor que nos aquece a alma, que nos revitaliza; não dói.

Então o que me dói:
Doem-me as pernas, de tanto correr parado;
Percorro distâncias sem fim na minha mente, em busca do porquê esquecido naquela esquina onde nos separamos.

O amor é altruísta, fazemos coisas incríveis apenas para ver os outros felizes, não dói;

Então o que me dói:
Doem-me os pulmões, de tanto suspirar;
Reviver bons momentos que ficam na memória em conjunto com estes pensamentos confusos.

O amor é simples, é encontrar as pequenas diferenças que nos fazem iguais, que nos completam, não dói.

Ah! Maldita a humanidade por sem tão diversificada;
Por cada pessoa ser tão maravilhosamente diferente como maleficamente distinta.

Devia-mos ser todos iguais:
Sermos tão simples como preto no branco,
Tão rectos como linhas hirtas e sem curvas.
Sem subterfúgios, argumentos ou qualquer tipo de desculpas.
Estaríamos a olhar uns para os outros como para nós próprios,
Apenas veríamos o nosso reflexo no espelho.
Então não teríamos surpresas, nem desgostos nem desilusões.
O mundo seria então tão certo e previsível quanto as nossas certezas e convicções.

Um paraíso previsível de paz e monotonia.

Mas num Éden assim não havia lugar para o mistério,
Ou aquelas surpresas que nos aguçam a mente.
Não havia espaço para o romance,
Ou para os mais singelos sentimentos que nos aquecem o coração.
Não havia nada para nos despertar a mente, nada para nos orgulhar… Nada.

Não! Está bem assim…

Viva o amor! Viva a dor que ele nos provoca!
Tão doce e feliz, pois assim é a vida;
Como amargo e triste, pois assim é a vida…

O Amor ao pormenor

O que faz uma pessoa ser AQUELA?

Vivemos num pequeno universo que nos rodeia,
Montanhas de gente,
Selva urbana de pessoas,
Emaranhado de conhecidos com quem nos cruzamos todos os dias,
Lugares comuns de família e amigos.
Milhares de hipóteses,
Centenas de escolhas,
Muitas análises...
...Mas só uma é a tal.

O que faz alguém entre iguais, ser diferente dos outros?
É perturbador pensar que podemos traçar a linha da nossa vida,
Tão perfeita como objectiva,
Tal e qual como a queremos.

Mas, num único momento:
Aquele olhar,
Aquele gesto súbito,
A Palavra na altura certa;

Tudo se desmorona com um prédio em ruínas.
Um prédio que, por já estar velho e ultrapassado,
É demolido com um único pensamento.

Como é isto possível?
Como é que a nossa mente se deixa apanha desta maneira?

Sim, a nossa mente.
É ela a culpada disto tudo a que se chama: Amor.

E tudo começa da forma mais simples.
Como? Assim:


“- Lembras-te dela?”
“- Quem? A de cabelinhos castanhos clarinhos?”
“- Não, a dos olhos azul marinho!”
“- A de narizinho arrebitado?
“- Sim, a de bochechinhas coradinhas!”
“- Há! O.K. A de carinha arredondada!”
...

De todo um cenário, a nossa mente retém o pormenor que nos é mais significante.

O consciente escolhe aquilo que mais gostamos.
O inconsciente retém aquilo que mais se identifica connosco.

Estranha combinação esta:
Dois pólos opostos com propósitos diferentes;
Duas forças distintas que geram um único pensamento.

É esta a dualidade que faz a nossa mente;
É esta imprevisibilidade que faz o mistério e a beleza do nosso pensamento.

É assim que, num emaranhado de pessoas, os dois pólos guardam pormenores diferentes de várias pessoas.

Mas,
Quando ambos guardam a mesma informação sobre a mesma pessoa; acontece:
Acontece a faísca que desperta um terramoto no nosso ser;
Aquela descarga hormonal que não entendemos.
As duas forças distintas unem-se na direcção de alguém.
Ficamos desorientados, acelerados, baralhados sem saber porquê...

... Mas no fundo sabemos...

É o Amor!!!

A explicação do Amor

E atingiu-me! Como 16 toneladas vindas de nenhum lado que vão para lado algum.
Porquê? Há! Boa pergunta.
Não há explicação para o inexplicável.
Andamos nós, na nossa vida quotidiana, roda-viva de afazeres, escurecida pelo mundo em que vivemos, cinzenta da falta de tempo, negrume dos problemas.
Apenas ponteada por pequenos prazeres que os nossos sentidos deixam. Pinceladas de cores vivas ofuscadas pela vida, retalhos de bons momentos memorizados.
Observamos então as pinceladas que nos rodeiam formando a nossa paisagem de boas e más pinceladas.
Depois vimos algo belo. Algo alegre, vivo, bem nítido diferente do resto.
E pensamos: “- Olha que giro, gostei!!!...”. E seguimos a nossa vida.
Há!!! Se fosse assim...

Muitas vezes perguntamos a nós próprios o que é o amor.
Muitas explicações psicológico-científicas foram dadas.
Mas nenhuma delas está certa, está tudo errado.
Vem tudo por água abaixo quando chega ao coração.

“ Amor é não conseguir deixar de pensar nela 1 segundo que seja.”
Não,
“Amor é querer estar com ela 24h por dia com todas as nossas forças.”
Não,
“É quando a respiração para, o coração acelera ao máximo e o rubor salta, quando a vemos.”
Não, melhor ainda,
“ É só querer o melhor para ela e esquecermo-nos de nós.”
Não, é sim,
“Porra! O que se passa comigo? Será que eu gosto dela!!!”
Pois é.
Nada disto.

O amor não é um sentimento, não é uma sensação ou um estado de espírito.
É um milhão de coisas diferentes ao mesmo tempo.
É um turbilhão de conceitos rodopiando dentro de nós.
Com tanta força nos acertam que transformam o mais forte e feroz dos homens no mais terno cordeiro.
É capaz de derreter a mais sólida mulher no mais doce e vulnerável néctar das abelhas.


AMOR: esse maldito fel de apreciado MEL.

O Amor

Quando olhamos o mundo á distancia,
Tudo parece pequeno, recuado, distante.
Todos tratando dos seus afazeres sem nunca nos ver.
Vivemos numa enorme colmeia cheia de abelhas atarefadas e alheias umas às outras.
Mas quando olhamos para Ela, os nossos olhos aproximam-na;
Os nossos olhos funcionam como quem usa binóculos.
Cortam a distância, dissipam tudo e todos á volta das suas muito próprias vidas.
Focamos então o brilho longínquo tão perto que quando a olhamos semicerramos os olhos para não doer a alma; mordemos os lábios pois parece que nos olha de volta.
A distância deixa de existir, o tempo pára, o coração deixa de bater...
E a alma, essa sim, enche-se de energia: como as flores que brotam com os primeiros raios de sol, como os girassóis que perseguem o sol numa silenciosa devoção.
Sentimos um calor cá dentro, como se estivesse-mos numa bela e calorosa praia no dia mais chuvoso de Inverno. Ficamos atónicos insensíveis ao mundo, imunes a tudo que vai mal. Ficamos suspensos por breves momentos, mais longos que a própria vida.

Mas depois passa; como o voo das andorinha que voam de telhado em telhado.
Da mesma maneira que vemos o seu voo, a deixamos de ver entre os telhados das nossas vidas.

Então caímos pesadamente de volta á nossa vida.
Tão frustrados connosco mesmos como cheios de esperança no futuro das nossas simples vidas.
Sim, simples; pois simples é o amor.