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A beleza




















Esta beleza efemere,
Que deslumbra qualquer olhar,
Esvoaça na brisa do tempo,
Que ao longo do tempo,
Acaba perdida na memória.
Fica a memória do que fomos,
A saudade do que sentimos
E a nostalgia de não voltar a ser.
No entanto somos o que somos,
O que vamos sendo,
E principalmente
O que escolhemos vir a ser.
É a experiência do passado,
A atitude no presente,
E a postura perante o futuro,
Que nos define como ser humanos.
E essa beleza tão efemere,
Mantém a sua essência,
Ao longo desse mesmo tempo.
Tempo que desgasta o exterior,
Amadorece o interior,
Extravasa então da nossa alma;
Para sempre bela,
Para sempre eterna.

Chuva


A chuva toca baixinho,
E lá fora chove bem alto.

Ela canta suavemente,
E a janela chora lágrimas de chuva.

No vidro, a imagem é baça;
Como uma simples memória:
Difusa, confusa… mas está sempre lá;
Não desaparece.

Escorrem boas lembranças com a tempestade,
Flasham erros com os relâmpagos…

… E uma vida inteira passa á nossa frente,
Tão rápido quanto a lenta música.

Tudo parou por momentos…
Apenas para continuar,
Com o quotidiano de sempre…