Lua


E lá está ela, bem em cima;
Único ponto cintilante,
No negrume do mundo.

Sozinha mal acompanhada;
Pois as nuvens amigas sugam-lhe o brilho,
E o vento possessivo acoita-a arduamente.

Singela e envergonhada;
Esconde-se entre árvores e prédios,
Tentando passar despercebida,
Protegendo-se de maus olhares.

Mas para mim não precisa de se esconder;
Pois a sua forma esbelta,
A sua Luz inspiradora,
E o seu calor humano,
Não se esquece…

Para mim estará sempre lá, singela e despida;
Como a verdade nua e crua,
De um amor lunático e distante.

Algo parece que não está lá,
Mas que nunca paramos de sentir.


1 comentário:

Anónimo disse...

Por vezes a verdade dói... mas sentimos na mesma e ao saber dessa verdade... não sabemos como reagir ...